Operação mira braço financeiro de facção que movimentou R$ 500 milhões
05/05/2026
(Foto: Reprodução) Uma operação conjunta das forças de segurança foi realizada na manhã desta terça-feira (5) para investigar o braço financeiro de uma organização criminosa com atuação no Ceará e em Minas Gerais. Batizada de Operação Consorte, a ação ocorre em municípios cearenses e em Belo Horizonte, com o cumprimento de mandados judiciais e a mobilização de mais de uma centena de agentes.
(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar no título que uma facção que expulsou moradores do distrito de Uiraponga é alvo da operação Consorte. Na verdade, não há confirmação de que os alvos são membros dessa facção. A informação foi corrigida às 12h10)
Segundo os investigadores, foi identificado um fluxo financeiro superior a R$ 500 milhões, indicando o uso de mecanismos sofisticados para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos.
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Ao todo, participam da ofensiva 108 policiais federais e civis, distribuídos em 27 equipes operacionais. Estão sendo cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão, expedidos pela 93ª Zona Eleitoral. As diligências ocorrem em Fortaleza, Aquiraz, Morada Nova, Jaguaribara, Ibicuitinga, além da capital mineira.
A investigação é um desdobramento da Operação Traditori, que já havia resultado na prisão de agentes políticos da região investigada. Nesta nova fase, o foco é atingir a estrutura financeira do grupo, com apuração de crimes de lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos.
Um dos pontos de atenção das autoridades é o município de Morada Nova, onde fica o distrito de Uiraponga. A localidade chegou a ser esvaziada após a atuação de facções criminosas, levando cerca de 300 famílias a abandonarem suas casas por medo da violência.
Lavagem de dinheiro
Operação mira braço financeiro de facção que movimentou meio bilhão de reais
PF/Divulgação
De acordo com as investigações, o grupo utilizava um esquema ainda não detalhado para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas, com ramificações em outros estados além do Ceará. Segundo a Polícia Federal, a operação desta terça busca aprofundar a identificação desses mecanismos e interromper o fluxo financeiro da organização.
A ação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco), que reúne diferentes órgãos de segurança pública, incluindo as polícias Civil, Federal, Militar e Rodoviária Federal, além de instituições periciais e administrativas.
As investigações seguem em andamento, e novas fases da operação não estão descartadas, informou a Polícia Federal.
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